
Em frente, é o caminho – perante o céu azul, como a esperança; erguendo as bandeiras cor do sangue, que nos faz viver; levando os cravos também vermelhos, símbolos entretanto memórias.
Entre tantos, partilhamos emoções, reivindicamos – mulheres desabrochadas de tantas dores e dádivas, eivados velhos num frémito de expectativa solidária, homens escavados da sua força, protecção da família e pão para a boca.
Jovens que ainda esboçam um sorriso colorido e colectivo. Gentes de todas as idades e de todos os tempos – irmanadas entre o silêncio da entrega e o soluço da partilha.
Uma língua de ritmos e coros, de carne e fogo que alastra pelas ruas. Instiga um destino, investe para um amanhã. Participa no mesmo sonho, reuniu-a todas as lutas.
Alguns, outros – das varandas, nos passeios – assistem e vêem passar, imaginam que vão para a festa.
02MAR2007
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